Gloriosa, A Vida de Florence Foster (2008)

A comédia musical “Gloriosa – A Vida de Florence Foster“, de Peter Quilter, é inspirada na vida da soprano norte-americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), que apesar de não acertar uma única nota musical acreditou no sonho de ser cantora até o fim. Gravou discos, seus recitais viviam lotados e fez muito sucesso mesmo sendo totalmente […]

A comédia musical “Gloriosa – A Vida de Florence Foster“, de Peter Quilter, é inspirada na vida da soprano norte-americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), que apesar de não acertar uma única nota musical acreditou no sonho de ser cantora até o fim. Gravou discos, seus recitais viviam lotados e fez muito sucesso mesmo sendo totalmente desafinada. Mas ela jamais desconfiou de seu talento. O texto do espetáculo privilegia os dez anos finais da vida da soprano, a partir de sua parceria com o pianista Cosmé McMoon.

“Gloriosa” teve sua estreia mundial em agosto de 2005, no Birmingham Repertory Theatre, na Inglaterra, e tornou-se a peça mais vendida na história daquele teatro. Foi apresentada, com casa lotada, em várias cidades do país até estrear em Londres, onde teve ótimas críticas e permaneceu por seis meses no Duchess Theatre.

Em 2004, quando fazia sucesso na peça Mademoiselle Chanel, Marília Pêra foi consultada pelo diretor daquele espetáculo, Jorge Takla, para participar da versão nacional de Souvenir, peça do americano Stephen Temperley que traz um resumo da vida de Florence. “Eu não a conhecia e, antes de iniciar minha pesquisa, Jorge me comunicou que convidaria Bibi Ferreira para o papel“, explicou. “Assim, esqueci completamente dela“.

Na mesma época, os diretores e produtores Charles Möeller e Claudio Botelho também se interessaram por Souvenir. “Vimos na Broadway e imediatamente pensamos em montar com Marília“, contou Möeller, que desistiu ao descobrir o interesse de Takla. “Logo depois, e por uma incrível coincidência, outros produtores, Sandro Chaim e Claudio Tizo, nos apresentaram Glorious!, que conta a mesma história, desta vez na versão inglesa e com uma outra visão, a do autor Peter Quilter. E demos sorte, porque se trata de um texto mais teatral, mais engraçado, um anti-musical“.

Imediatamente, a dupla apresentou o desafio para a atriz que, estimulada, iniciou o processo de preparação. Gloriosa mostra os últimos dez anos de vida de Florence Foster Jenkins quando, rica e excêntrica, junta-se ao pianista Cosmé McMoon para formar uma dupla inseparável. “Ele precisava de um emprego e ela, de um músico. Logo, surgiu uma parceria também carinhosa, pois Cosmé a acompanhou até os últimos anos de sua vida“, disse Marília.

A versão brasileira teve tradução de Marisa Murray e adaptação de Claudio Botelho.

Marília Pêra emprestou toda a sua experiência como intérprete e cantora a uma personagem que poderia ficar reduzida apenas a um retrato cômico de uma mulher sem noção da realidade. A atriz, como Florence, aparece com toda sua grandeza – do patético ao sublime, do ingênuo ao arrogante – numa mistura de solidão e bravura a serviço de uma arte absolutamente singular.

O espetáculo exigiu uma grande preparação de Marília Pêra. “A composição desta personagem foi extremamente difícil para mim porque passei a minha vida inteira aprendendo a cantar e me aprimorando. De repente, tenho que fazer justamente o contrário, desafinar. Foi uma verdadeira desconstrução da minha voz”, disse a atriz.

A atriz Guida Vianna viveu três papéis – Maria, a empregada; Dorothy, a amiga; e Verinda, a mulher que humilha Florence durante um recital. Já o ator Eduardo Galvão viveu o pianista Cosmé McMoon.

A peça contou ainda com a colaboração de profissionais de primeira linha, como Kalma Murtinho nos figurinos, Paulo César Medeiros na iluminação, Rogério Falcão na cenografia, numa produção de Sandro Chaim e Claudio Tizo.

O espetáculo fez turnê por algumas cidades brasileiras (como Porto Alegre, Brasília e Niterói), antes de estrear no Rio (em janeiro de 2009), onde inaugurou o Teatro do Fashion Mall.

Em 5 de junho de 2009, “Gloriosa” estreou temporada em São Paulo, no Teatro Procópio Ferreira.

Ficha Técnica

Texto
Peter Quilter

Tradução
Marisa Murray (adaptação: Claudio Botelho)

Direção
Charles Möeller

Direção Musical
Claudio Botelho

Cenário
Rogério Falcão

Figurino
Kalma Murtinho

Design de Luz
Paulo César Medeiros

Design de Som
Marcelo Claret

Coordenação Artística
Tina Salles

Programador Visual
Darlan do Carmo

Direção de Produção
Sandro Chaim

Produtores Associados
Sandro Chaim
Claudio Tizo

Realização
Chaim Produções

Elenco
Marília Pêra
Guida Vianna
Eduardo Galvão

Galeria


 
 
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